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20 março, 2012

Emergência tardia da linguagem


O André foi o bebé mais desejado do mundo. Primeiro filho, primeiro neto e primeiro sobrinho, recebeu tanto mimo que era impossível não ficar estragado. Logo na maternidade, as prendas foram tantas que já não cabiam no quarto. E o miúdo era bem engraçado. E até dava boas noites. Começou a palrar cedo e, pelos sete meses, já sentado sem praticamente apoio, balbuciava intensamente, emitindo uma grande variedade de sons. Pelos onze meses de idade, começou a andar sozinho e, na festa do seu primeiro aniversário, fez as delícias dos familiares ao exibir umas quantas gracinhas. Era esperto e aprendia tudo o que lhe ensinavam. Mas não dizia uma única palavra com sentido. 

O pediatra sossegou os pais: muitos miúdos só falam mais tarde, pelo que se teria de dar tempo ao tempo... Aos dezoito meses de idade, já corria de forma escorreita, ainda não dizia uma única palavra, embora percebesse tudo. Parecia um mudo. O pediatra do André reafirmou que, na sua experiência, muitas crianças, sobretudo rapazolas, podem falar mais tarde. Mas, quando fez dois anos, as coisas não melhoraram. O pediatra recomendou, então, uma consulta com um pediatra do neurodesenvolvimento, o qual viria a formular um diagnóstico pouco conhecido: Emergência Tardia da Linguagem. 

22 novembro, 2011

Televisão banida até aos dois anos

Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos, uma vez que pode afetar o seu desenvolvimento, afirmou um grupo de pediatras americanos.  Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria
O indicação segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como os seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com os filhos.

28 maio, 2011

Crianças de hoje têm menos força

As crianças de hoje têm menos força do que há dez anos as da mesma idade. É a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Essex, no Reino Unido que avaliou o grau de força física das crianças de dezanos e o comparou com crianças da mesma idade que cresceram nos anos 90.
O facto de as actividades ao ar livre terem progressivamente deixado de ocupar tanto o tempo das crianças é uma das razões apontadas para o facto de não conseguirem hoje fazer tantos exercícios abdominais como há dez anos conseguiam com a mesma idade. Além disso também não conseguem pendurar-se durante tanto tempo em espaldares. De um modo geral, concluiu-se, as crianças de dez anos têm hoje menos massa muscular do que as crianças de dez anos que viveram há uma década.O estudo envolveu 315 crianças de dez anos em 2008 cujos dados foram comparados com os de 309 crianças da mesma idade em 1998.

09 dezembro, 2010

Aprender a pensar

Crianças a fazer filosofia. Mais do que possível, é recomendável e até imprescindível. Objectivo: formar futuros cidadãos com pensamentos autónomo e consciência social.

Uma escola melhor não fabrica adultos; perpetua a idade dos porquês», defende Celeste Machado, investigadora com formação na área da Filosofia e a finalizar o seu doutoramento sobre o tema “Educar para/o Pensar”, na Universidade de Aveiro. Idealiza um conceito de escola onde as crianças aprendem a raciocinar, julgar, ter sentido crítico e a tirar partido das maravilhas da sua inteligência. Uma escola que se aproxima mais de um laboratório do que do tradicional auditório. No contexto destas correntes, programas pedagógicos como a Filosofia para Crianças, ganham protagonismo. Criado no final dos anos 60, tem conquistado professores, pais e alunos em todo o mundo. Os seus benefícios são claros e estruturantes, com aplicações na vida escolar, mas também no dia-a-dia das crianças que adquirem, assim, ferramentas para se tornarem adultos que fazem a diferença.

22 outubro, 2010

Novo alerta para o perigo dos andarilhos

A Aliança Europeia de Segurança Infantil e a ANEC, Voz do Consumidor Europeu recomendam que os pais, avós e educadores utilizem alternativas mais seguras que os andarilhos e aconselham os profissionais de saúde a não promover o uso deste tipo de artigo para crianças. Estes dois organismos europeus divulgaram ontem (18/10/2010) uma declaração de posição comum sobre o risco de lesões para crianças causado por andarilhos. Como parceira da Aliança e da ANEC, a APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil) é também signatária desta declaração.
Em muitos países europeus, como a Suécia, Grécia e Portugal, os andarilhos provocam mais lesões do que qualquer outro artigo de puericultura, causando um número inaceitavelmente elevado de acidentes graves, como quedas, queimaduras e intoxicações.

27 setembro, 2010

Os brinquedos e o desenvolvimento infantil

O cérebro de um ser humano está mais activo nos primeiros três anos de vida, durante os quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança.
O potencial de desenvolvimento é em grande parte moldado pelo contexto físico e social, pelo que o contexto envolvente de um bebé ou criança deve, por isso, ser apelativo, interessante e encorajador, devendo adaptar-se as oportunidades de aprendizagem ao nível de desenvolvimento da criança.

22 setembro, 2010

Obesidade de origem viral?

A epidemia de obesidade nos países ocidentais pode estar relacionada com a infecção por um tipo de vírus agora identificado. A questão é controversa e já divide especialistas. Anteriormente a hipótese tinha sido levantada, mas as experiências que a comprovaram tinham sido feitas apenas em animais. 
O estudo agora publicado no jornal Pediatrics demonstrou que as crianças que possuem anticorpos do adenovírus 36 (ou seja, aquelas que já foram infectadas com este vírus) pesam mais do que aquelas que nunca tomaram contacto com o vírus.
Participaram no estudo 124 crianças, com idades entre os oito e os 18 anos. Entre as crianças obesas (um pouco mais de metade) a presença do vírus revelou-se significativamente mais frequente do que entre as outras crianças.

13 setembro, 2010

Qual a importância do brincar?

Imagem retirada da net
Desde sempre vemos crianças a brincar, sozinhas ou em grupo, com ou sem brinquedos e inventando elas próprias diversas brincadeiras. O brincar é uma lembrança comum das vivências humanas, algo que todos já experimentámos. Mas qual a função dos brinquedos? Qual a importância do brincar? E como podemos estimular o brincar?

O brinquedo é o elo de ligação entre a criança e o mundo, através dele a criança comunica as suas emoções, pensamentos e conflitos, ele serve como catalisador da brincadeira. Os brinquedos devem ser usados para brincar, para a criança mexer, não para serem meros objectos decorativos inacessíveis à criança, os brinquedos que não brincam não servem o seu propósito de construção. Com o brinquedo a criança aprende, imagina, cria, comunica, ou seja, possibilita novas formas de ser e de estar.

10 setembro, 2010

A preguiça é genética

Imagem retirada da net
Investigadores da Universidade da Califórnia anunciaram ao mundo que a preguiça é genética. A vontade de não fazer nada ou, pelo contrário, de estar sempre em actividade são resultado de um processo de reprodução selectiva.
A variação genética pode levar à obsessão com o exercício físico ou, pelo contrário, à inactividade extrema, com consequências negativas para o organismo.
Através de uma experiência com ratos percebeu-se que os que mais gostam de correr têm mais probabilidade de gerar descendência com a mesma tendência para a actividade física, ao passo que os ratinho mais preguiçosos tinham mais probabilidade de ter filhos com essa caraterística.
Os autores do estudo acreditam que será possível, no futuro, desenvolver terapêuticas que tornem as pessoas menos preguiçosas e mais activas de forma a controlar os níveis crescentes de obesidade. No fundo, um remédio que as impeça de se sentirem bem passando horas «plantadas» no sofá.
A tendência genética para a preguiça pode ser mais perigosa para a saúde do que a tendência para ser gordo, pois esta última pode ser combatida pelo exercício, se a pessoa for activa.

Fonte: IOL Mãe

26 agosto, 2010

Viagens em trabalho - Como explicá-las ao seu filho?

É difícil e angustiante, quer para um pai, quer para uma mãe, ter que viajar em trabalho e deixar o seu filho com o outro progenitor ou familiar. É igualmente angustiante para a criança sentir a ausência dos seus pais, ficando com receio do abandono. Se não houver uma boa administração por parte do casal em conciliar trabalho com família, é o suficiente para criar um desequilíbrio emocional entre todas as partes envolventes.

É muito frustrante para qualquer pai não poder dedicar mais tempo aos seus filhos devido ao trabalho, mas as dificuldades económicas assim o obrigam. Tal facto agrava-se quando um dos progenitores tem que fazer viagens frequentes em trabalho.

18 agosto, 2010

A socialização dos filhos únicos não é problema

 Os filhos únicos não têm menos capacidades do ponto de vista das competências sociais. O facto de não terem o estímulo da relação com irmãos, mais novos ou mais velhos, não parece influenciar o seu desenvolvimento a nível da socialização e da relação com os colegas na escola. E podem ser tão populares como aqueles que crescem com irmãos. Nos últimos anos, com a crescente tendência de redução do tamanho das famílias, são cada vez mais as crianças que crescem sem irmãos. A comunidade científica tem por isso dedicado mais atenção ao fenómeno, tendo havido pelo menos um estudo que indicava uma menor competência social por parte dos filhos únicos, quando analisados em contexto de jardim de infância.

22 junho, 2010

Pilinhas e Pipis

Mais do que os pais, as mães preocupam-se muito com os tamanhos, os estreitamentos, as infecções das pilinhas. Já as alterações anatómicas ou pequenas malformações do pipi geram menos questões. Todavia, a observação deverá fazer parte dos cuidados normais de saúde.

A pilinha
Variações do tamanho do pénis
O tamanho do pénis não está relacionado com o desempenho sexual ou com a capacidade reprodutiva.
Em cada mil rapazes, pode surgir uma situação designada por micropénis, ou seja, um pénis pequeno em termos absolutos – em Portugal nascerão cerca de cinquenta bebés por ano com esta condição. As causas podem ser muitas, passando até pela mais completa normalidade. Mais raramente, o micropénis pode estar associado a uma doença genética ou a deficiências endócrinas que afectam a testosterona.

08 junho, 2010

Crianças com a mania da perfeição

Tal como acontece com o meu filho, há muitas crianças que são por natureza perfeccionistas e isso por vezes causa-lhes momentos de ansiedade e até mesmo de frustração.
Devemos preocupar-nos fundamentalmente se surgem repetidas crises de raiva, choro e atitudes de descontrolo. As crianças perfeccionistas têm tanto medo de errar, que não fazem novas tentativas de realização da tarefa com receio do fracasso. 
Não é fácil para os pais gerir este tipo de situações, mas é possível ultrapassá-las. As crianças deverão entender que o sucesso surge de várias tentativas, se não conseguiu desta vez deve continuar a tentar e para a próxima sairá melhor.
Veja Aqui como lidar com esta situação.

20 maio, 2010

Liga-me!


Ouvir a voz da mãe ao telefone pode ser tão reconfortante como receber um abraço. Investigadores estão surpreendidos por não ser necessário contacto físico para haver a mesma resposta bioquímica do organismo.

Para uma criança que está a precisar de conforto, não há nada como um abraço da mãe. Ou talvez haja: o simples facto de a ouvir, mesmo que seja pelo telefone, desencadeia uma reacção bioquímica no organismo da criança e existe mesmo a libertação de ocitocina. Esta hormona funciona como uma espécie de sedativo natural que reduz os efeitos do cortisol (a hormona do stress).

15 maio, 2010

Bebés aquáticos têm mais equilíbrio aos cinco anos



Bebés que frequentam a piscina têm melhores capacidades motoras e de equilíbrio aos cinco anos de idade.

Os bebés que fazem adaptação ao meio aquático, frequentando regularmente a piscina em sessões com instrutor qualificado, desenvolvem-se mais do que os outros ao nível do equilíbrio, do movimento e da capacidade de agarrar objectos. É esta a conclusão de um estudo realizado na Noruega, na Universidade de Ciência e Tecnologia.
Estas diferenças continuam a notar-se mais tarde, mesmo quando as crianças já têm cinco anos.

07 maio, 2010

TV tem efeitos a longo prazo

Demasiadas horas em idade pré-escolar reflectem-se nos resultados escolares e na saúde observados aos 10 anos.

Quanto mais tempo estiver em fente à televisão uma criança em idade pré-escolar maior é a probabilidade de ter dificuldades na escola e problemas de saúde aos 10 anos. É essa a conclusão de um estudo realizado nas universidades do Michigan e de Montreal que cruzou o tempo de televisão aos dois e aos quatro anos com os resultados escolares e os níveis de saúde aos 10 anos, em 1300 crianças.

13 abril, 2010

Idade ideal para tirar as fraldas

Fazer o treino do bacio depois dos 32 meses foi associado a mais episódios de incontinência (de dia e de noite) entre os quatro e os 12 anos.
Antes dos 27 meses, os investigadores afirmam que o bebé não está preparado e que iniciar o processo só vai fazer com que se prolongue mais tempo.
O estudo alerta ainda para o atraso que se tem vindo a verificar nas últimas décadas em relação a esta fase do desenvolvimento. Como exemplo, dão o caso dos Estados Unidos, onde em 1980 as crianças tiravam as fraldas, em média, aos 26 meses, enquanto em 2003 o treino do bacio iniciava-se aos 36 meses.
A facilidade e o conforto das fraldas descartáveis estão na origem deste adiamento, dizem os especialistas. O estudo envolveu 157 crianças e foi publicado no Journal of Pediatric Urology. 

Fonte: Pais&Filhos

05 abril, 2010

Baby Yoga

Um bebé que pratique yoga vai tornar-se numa criança mais enérgica e num adolescente mais dinâmico.



Fonte: Sapo Família

01 abril, 2010

Ómega 3, o elixir da memória


Saiba o que o Ómega 3 pode fazer para melhorar a capacidade de aprendizagem das crianças...


Benefícios do Ómega 3 para as crianças:
  • Melhora a capacidade visual

  • Potencia o desenvolvimento cognitivo

  • Aumenta a protecção dos ossos, já que diminuem a quantidade de osso que é reabsorvido /destruído e garante o nível de formação óssea

  • Diminui o nível de gordura no sangue, já que o ómega 3 ajuda a equilibrar os efeitos dos ómega 6 que são nocivos à saúde quando ingeridos em excesso.
  • 26 março, 2010

    Como tratar a pele do recém-nascido

    Sabia que a temperatura do banho, o PH dos sabonetes e até as etiquetas da roupa podem irritar a epiderme ultra-sensível de um recém-nascido? Mas bastam alguns cuidados para garantir que a criança tenha uma pele saudável.

    Num recém-nascido, tal como todos os órgãos, a pele é muito frágil e só vai readquirindo uma maior resistência à medida que a criança cresce. «A pele tem várias funções: protege e isola a entrada de substâncias do mundo exterior para o interior da criança, ao mesmo tempo que permite que estabeleça uma relação com o meio exterior através da percepção das sensações», explica Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Secção de Imunoalergologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria. «Claro que quanto mais delicada é uma pele, maior a probabilidade de sofrer agressões externas ou até internas, que podem ser de doenças, como o caso da dermatite atópica, relativamente frequente nas crianças até aos dois anos».
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